O Colosso da Marússia

Blog de Stefano Maglovsky [stemamo]
 

Designer, ilustrador, músico – EnjoyLive e Eperdu [fxs]. Apaixonado por música, arte, HQ, filmes, design, futebol, cerveja e motocicletas.

HQ - História em Quadrinhos

Terça, 23 de Fevereiro de 2010

Estava mexendo nos meus arquivos antigos (de papel) para fazer um documento e achei minha inscrição para um workshop de quadrinhos. Este workshop, com David Campiti, aconteceu em Belo Horizonte, em 2000 ou 2001, não me lembro exatamente. Foi realizado pelo pessoal do Big Jack e, embora legal e divertido para jovens ainda empolgados com quadrinhos como eu na época, o foco era o mercado americano. Embora fosse fã ainda nesta época dos quadrinhos americanos, não estava muito empolgado com a ideia de saber como era o esquema para entrar no mercado de lá e virar desenhista da Marvel, DC, Image ou Dark Horse.

Esta minha ideia já tinha ido por água abaixo muito tempo antes, antes de chegar em BH, quando visitei o pessoal da Fábrica de Quadrinhos e percebi que não tinha o talento certo para fazer quadrinhos de verdade. Narrativa, agilidade para rascunhos, memória referêncial etc, qualidades e habilidades fundamentais para qualquer quadrinista.

superman prequel large - superman prequel large

No workshop tivemos informações sobre o que os editores americanos pensavam e gostavam. Como é a posição correta e clássica do Superman num quadro de abertura de página inteira, posição do Ciclope e dos X-MEN juntos, plano americano sempre em voga, estrutura dos personagens, coisas como essas não faziam mais a minha cabeça. De qualquer forma foi válido. Ficamos sábado e domingo lá ouvindo o Campiti, que tem um estúdio chamado Glass House Graphics, onde leva talentos do mundo todo, principalmente do Brasil, para agenciar nas grandes editoras do EUA e, claro, seus próprios projetos. Falou sobre tudo. Desenhistas que sabiam desenhar grandes desenhos posters mas não sabiam fazer narrativa (como eu, rs), jovens que também se achavam desenhistas copiando o estilo de outros famosos desenhistas, brasileiros de sucesso copiando americanos e se dando mal (o clássico caso do Roger Cruz com o Mike Deodato). Até exemplos de quadrinhos mal desenhados mas que tiveram que sair mesmo assim para cumprir o prazo da revista. Roteiristas que quase acabaram com personagens clássicos e vendávies, como o Wolverine na época em que perdeu o Adamantium e virou uma fera ridícula sem nariz. No fundo, tudo não passa de um grande mercado. E eu já sabia disso, não queria saber como era lá no fundo e muito menos trabalhar nisso.

X Men lucha - X Men lucha

Conheci alguns garotos empolgados com quadrinhos, sonhando em serem desenhistas famosos lá fora e no final do workshop, tomando aquele banho de água fria do Campiti, analisando os desenhos da galera friamente. Normal, o cara é um profissional e tem mais que dar a real na molecada. Mas eu não levei meus desenhos pra ele ver. Sabia que meu estilo não funcionava para o “mercado americano” que nós brasileiros tanto lemos, mas também sabia e sempre soube que toda arte é válida e tem seu lugar ou função. Alguns garotos ficaram chateados ao ouvir em inglês ou numa tradução simultâne mais ou menos, que seus desenhos e rafs não eram bons para “eles”. Mas o workshop era para isso mesmo e eu acho que consegui captar o que me interessava.

Escrevendo sobre isso aqui, comecei a ver o tanto de tempo que fiquei lendo quadrinhos, apreciando esta arte maravilhosa, quem dera já conhecesse os europeus e alternativos. Mas era divertido, chegar na banca, religiosamente a cada 15 ou 30 dias para pegar a nova edição de Conan, Batman ou X-MEN. Aliás, Conan é fora desse mercado na minha opinião. Embora muito bem explorado por alguns roteirista e desenhistas, como a dupla clássica Roy Thomas e John Buscema, e muito mal por outras, como as relançadas recentemente pela Dark Hosre, sempre foi um verdadeiro herói com história própria.

bar - bar

Acho que todo garoto é fascinado por quadrinhos numa certa época de sua vida. Alguns levam para semrpe, como é o meu caso. Não leio mais X-MEN nem Batman, mas gosto de quadrinhos em geral. É uma arte belíssima. Gosto de lembrar da época em que eles eram preto e branco e em papel jornal, depois foram ficando no formato americano, com papel couchê liso, com pintura computadorizada. Hoje os quadrinhos são verdadeiras pinturas cheias de efeitos de Photoshop e Painter. É legal mas nada se compara aos traços PB de antigamente de Hugo Pratt com Corto Maltese ou do já falado John Buscema.

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Descobri um blog cheio de quadrinhos americanos pops, completos para download – hqproject. O lema dele é COMPARTILHAR NÃO É PIRATEAR.440510 conan john buscema01 super - 440510 conan john buscema01 super

Penalidade Máxima

Segunda, 8 de Fevereiro de 2010

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Há algum tempo atrás, li num livro que contava a história do futebol, como os times de antigamente se comportavam ao fazer uma falta na área, a penalidade máxima. O livro dizia que os jogadores do time que cometeu a infração, se sentiam tão mal e culpados de ter cometido tal ato injusto contra o adversário, que tomavam atitudes além do fair play. Sendo assim, o próprio goleiro saía do gol, deixando-o aberto para o batedor apenas empurrar a bola pra dentro das redes e marcar o gol que, momentos antes, seu próprio time havia impedido de acontecer de forma irregular.

Tentei encontrar hoje, rapidamente, algo sobre isso mas não obtive sucesso. O que encontrei foi a história do inventor do Pênalti. O Irlandês Mister McCrum. Se quiser conhecer também clique aqui.

Passados poesia e história sobre o que li neste livro, o que vemos hoje é totalmente o contrário disso. A discussão ao redor da tal “paradinha” está cada vez mais nervosa. Vários comentaristas esportivos dando opiniões, muitas vezes tendenciosas e alguns jogadores brasileiros, lá da europa, comentando que a tal, só funciona aqui no Brasil. Neste fim de semana, tivemos a melhor das “paradinhas” e toda a polêmica que ela carrega consigo. No jogo contra o São Paulo, na volta de Robinho para o meu time do coração, o Santos Futebol Clube, houve pênalti, paradinha e reclamação. O Santos venceu, merecidamente, o arrogante time do São Paulo e segue líder no Paulistão 2010. Mas este não é o motivo deste texto. Se pararmos para analisar o começo do meu post, a “paradinha” nada mais é que uma opção na cobrança do tiro livre direto. A regra inclusive diz que o jogador deve apenas dar um toque na bola para frente, sendo que em alguns casos, alguns jogadores ensaiam uma jogada apenas dando um toque para frente, enquanto outro jogador vem e arremata a bola para o gol. Isto inclusive aconteceu num dos jogos finais da segunda divisão do Campeonato Mineiro de 2008. Ainda assim, tivemos reclamação por parte do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, mesmo adimitindo que já usou a “paradinha” umas três vezes em suas cobranças.

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O que eu noto por aí é muito despeito por parte de vários comentaristas e blogueiros do esporte, por conta da reformulação econômica e eficiente do Santos, sempre contando com a base. (Base esta que esta em perigo aqui no Brasil. Para mais detalhes sobre isso, clique aqui). E, da volta do Robinho. Um jogador que fez história e polêmica no Santos e nos times por que passou, mas que ainda assim é um craque. Todos duvidando de sua volta, de seu estado físico, de seu futebol, pois não estava bem na Inglaterra, e o cara volta e faz o gol da vitória num clássico e ainda por cima de letra.

Eu mesmo não gosto muito da “paradinha”. Mas acho que seu eu fosse jogador hoje, usaria. Os goleiros muitas vezes se adiantam e pegam os pênaltis, o que também não vale e raramente o juíz manda voltar. Se o pênalti for descarado acho justo que o time que sofreu faça o gol na cobrança, me lembrando mais uma vez, o começo do post. Mas o que temos muitas vezes, são pênaltis marcados que não existiram e aí a briga nunca tem fim.

Independente de tudo isto, enquanto a “paradinha” for válida pela FIFA e aqui no Brasil, que os artilheiros façam bom uso dela. E que os goleiros fiquem espertos, pois se ficarem parados na “paradinha”, têm grandes chances de surpreender o batedor e pegar a cobrança.

Veja os gols de Santos 2 x 1 São Paulo, com “paradinha” e gol de letra de Robinho.

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Recebi um email do meu pai, Kbeça Quadrada, com este cordel. Abaixo, no final do email, tinha o link para o blog oficial do post, que não funcionou. Mas foi fácil encontrá-lo na net pois era apenas o link do blog que estava com um erro. No final deste post você encontrará o link para o blog e para o post original.

Leiam o cordel inteiro, todos os versos. E vejam quanta sabedoria em cada palavra meticulosamente rimada e colocada no lugar certo, representando milhões de brasileiros que, como eu, detestam este programa imbecil mas mesmo assim ficam sabendo quase tudo o que acontece lá indiretamente. E claro, detestam ainda mais o mentor de tal imbecilidade, o imbecil Bial. Com seu jeitinho culto mas que, ainda assim, flerta com o povão (palavras sábias do meu tio Klaxon), não passa de um elitista banal, que combina com Bial. O circo rolando e o povão lá, assistindo na TV por assinatura, o pão de cada dia devidamente colocado na hora do jantar, depois da novela sagrada.

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

antonio barreto cordelista - antonio barreto cordelista

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.

É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

Post original aqui!

Retirado do blog Cachaca Araci - visitem.

Miles Davis - E.S.P

Terça, 12 de Janeiro de 2010

esp - esp

Tudo bem, falar de Miles Davis, ou melhor, falar bem de Miles Davis, é chover no molhado. Pode até ser. Mas quando se fala de música e, especialmente de Jazz, não tem dessa de chover no molhado. Repetir elogios ou críticas positivas não é nada além de nosso obrigação.

Navegando pela net, rapidamente pode-se achar vários textos e biografias sobre este artista único. No site Allmusic tem de tudo. Interessante foi um blog que achei estes dias, hipnotizado pelo disco da foto. O blog do Jojó. Nele tem um pequeno texto extraído do site já conhecido ejazz e uma observação interessante de um amigo do Jojó. “Um amigo querido diz que as pessoas, quando são jovens gostam do pop, com o passar do tempo descobrem a música erudita e acabam no jazz.”

No meu caso, poderia afirmar que o pop é na verdade o technopop e a new wave dos ano 80. A música erudita, clássica, sempre esteve presente em casa. Mas nunca fui muito de ouví-la sozinho. Em 2002 comecei a ouvir alguns compositores de jazz. Miles Davis sempre foi o preferido. Depois de ficar viciado no Kind of Blue, default pra qualquer iniciante que se apaixone por este estilo de música, e passar por outros mais alternativos dele como A Tribute to Jack Johnson, voltei uns anos na discografia e estou há meses repetindo o E.S.P. A primeira música, também chamada E.S.P., é lieralmente hipnotizante. Mas a que mais gosto de todo o disco, é a penúltima, Iris. Com um começo classudo e com uma belíssima linha de trompete no melhor estilo Miles, suave e simpática, não dá vontade de parar de ouvir. A segunda parte é muito boa e nela você começa a entrar de cabeça no mundo desta criação. Me dá uma sensação muito boa ouvir esta música. Percebo direitinho que, a cada dia que passa, estou cada vez mais sem paciência para ouvir qualquer tipo de música e cada vez mais “velho” no gosto musical. O que posso dizer até aqui, é uma coisa boa.

Pra quem quiser dar uma experimentada, no site do UOL é possível ouvir pelo streaming.

Piano Michael

Segunda, 11 de Janeiro de 2010

piano michael - piano michael

Na minha passagem pela Michael – Instrumentos Musicais, tive vários momentos divertidos. Testar instrumentos, analisar outras marcas do ramo e fazer fotos. Uma delas ficou muito boa. A foto das cordas do piano de cauda Michael, muito belo por sinal. A luz do galpão ajudou. Esta foto acabou entrando para o catálogo de pianos, na capa. Brincadeira hein, minha foto ao lado das fotos do Carlão e cia. O melhor de tudo isso foi que fiquei conhecendo profundamente um piano. Encordoamento, Escalas (duplas), Sot Glide, Pedal Tonal, Colunas de Sustentações, Pedais e seus protetores, Tábua Harmônica, Costelas, Cavaletes, Plate (chapa de ferro), Cepo, Cravelhas e Hammer Action (ação dos marteletes). Tudo isso faz parte do corpo de um piano. Os verticais também tem seu charme mas os de cauda realmente são o fetiche.

381, mais um projeto

Segunda, 11 de Janeiro de 2010

381 1 - 381 1

Hail!!! Eis que inicio mais um projeto. Desta vez com mais dois amigos. A 381 comunicação. Depois de quase 13 anos de experiência em comunicação, cansei de colocar este conhecimento e habilidades em prol de outras agências. Muitas vezes, estas não combinando nem um pouco com o que penso ou gostaria de estar fazendo. Como tratar um cliente específico e seu job, como atender, horário de trabalho, como tratar funcionários enfim, toda a parte organizacional de uma empresa. Claro que parece fácil falar. Não é isso que quero passar. Estou sentindo literalmente “na pele”, toda a dificuldade de se começar um projeto deste tipo do zero. Além da dificuldade normal, financeira, sede, estrutura, discurso, planejamento, conceito etc, as críticas vêm de todos os lados. Mas não será isso que nos fará desistir.

Ao começar este projeto, com meu amigo Rafael Arnaut e mais um amigo ainda em segredo, queríamos justamente fazer tudo o que não pudemos fazer até então na nossa vida profissional. Eu costumo dizer que, o que mais aprendemos nas agências pelas quais passamos é: o que não fazer.

Nós não temos um blog porque é moda ter um blog. Temos porque queremos mostrar nossos trabalhos. Discutir isso com quem quiser. Divulgar matérias e textos sobre qualquer coisa interessante. O mesmo acontece com o Twitter. Não temos porque é moda ter. Mas porque é uma ferramenta importante e poderosa de comunicação com outros usuários, troca de informação, conhecimento etc.

Acabamos de colocar nosso site no ar e obviamente não temos muitos clientes. Conseqüentemente, não temos grandes trabalhos no portfolio. Os espaços vazios e o próprio vazio do site é quase que um apelo natural por novos clientes e seus trabalhos. Novas empresas que queiram arriscar e fazer sua comunicação com alguém que aparentemente está começando. Será que não deveríamos ter um belo site no ar só porque ele ainda não está completo? Que graça teria se já começássemos grandes e cheios de mutretas. Queremos mesmo é conseguir as coisas por nosso mérito. Se parar para pensar e analisar a história dos fundadores, logo verá que não há nada de começo na nossa bagagem. Todos já trabalham há mais de 10 anos no mercado publicitário. Alguns com passagem em São Paulo e atendendo diversos clientes conhecidos do mercado nacional. Isto me fez criar um post sobre o que já fizemos antes de querer montar a agência. Este tipo de coisa, de ter que mostrar o que você sabe e o que é capaz de fazer é uma constante nesta área.

Antes, tínhamos que montar um belo portfolio para o diretor de criação da agência da moda. Agora, temos que montar um portfolio para mostrar para clientes reais e mostrar o porquê de eles quererem trabalhar com a nossa agência. Todo mundo é cheio de diferenciais no papel e na web. O que acontece realmente na hora de trabalhar é que a coisa começa a pegar de verdade. E acreditem, eu já passei por coisas absurdas e ouvi outras mais ainda. E mais uma vez, é isto que vai fazer com que a 381 seja diferente.

Vamos dar tempo ao tempo certo? Quem sabe, daqui a poucos anos, você não se surpreenda conosco.

Enquanto isso, nos ajude a promover a agência e nosso trabalho.

Links para 381.

Site - http://www.381comunicacao.com.br

Blog - http://www.381comunicacao.com.br/blog/

Twitter - http://twitter.com/381comunicacao

Inocência dos jovens peladeiros

Sábado, 14 de Novembro de 2009

Olha só que coisa. No post abaixo, falo que sou um viciado em video-games, principalmente no PES, simulador de futebol. Isto porquê não podia mais jogar bola de verdade. Mas depois de aumentar bem meu peso e virar um verdadeiro sedentário, cansei dessa vida. Parei de fumar de novo e, que se dane o tornozelo podre! Já faz mais de um mês que voltei a ser um peladeiro.

É bem verdade que no primeiro jogo da volta, com medo de me machucar, barrigudo e totalmente fora de forma, a atuação foi patética. Deu até pra fazer dois gols, mas só. Marcar o adversário? Que isso! Sem chance alguma. Depois de um mês as coisas melhoraram bem. Emagreci, sou escolhido logo para o primeiro time e convidado para outras peladas, o que mostra que a atuação no campo não estão tão ruim assim.

A verdade é que ninguém nunca acredita que eu jogo bola. E até sei jogar direito. Não sei se pelo esteriótipo, publicitário/designer/múisico/despenteado/brinco/tatuado, faz os outros pensarem isso mas eu jogo, e dá para o gasto!

O que me levou a escrever este post não foi meu desempenho nas últimas peladas. Um fato curioso, hoje, na pelada, me fez querer escrever o post. Enquanto aguardava a primeira pelada, que é ao meio dia, no sol do nordeste de Belo Horizonte, sentado no banco, alguns garotos bem jovens, da pelada anterior, de no máximo 14 anos comentavam: ― Olha só a pelada dos caras, todo mundo parado, de vez em quando um faz um giro e chuta pro gol. Pois é, dizia um outro de cabelos encaracolados, eu não quero ser peladeiro assim quando ficar velho! Olha esse cara parado aqui no gol porquê não aguenta correr. Ae outro disse: ― Como assim? não vai querer jogar bola quando for velho? (isso porque eu tenho 30 anos hein!) e logo o outro responde: ― Sim, vou querer jogar sim, mas vou querer ser o cara que destrói na pelada, não esses barrigudos que não jogam nada!

Brincadeira! Você parado há mais de 2 anos por estar machucado, com apenas 30 anos, num sol de lascar, tentando jogar e ainda têm que ouvir um negócio desses? Mas levei na boa. Quero ver quando esses fedelhos descobrirem as coisas boas da vida, cervejas importadas, um cigarrinho ― sei que faz mal mas é bom e todo mundo acaba experimentando ― noites na balada, a mulherada etc. Isso pra falar da parte boa. Quero ver mesmo é esses moleques trabalharem a semana toda, casar, comprar casa, reformar, tentar montar empresa, fazer compras no supermercado (uma das coisas mais chatas do mundo), guardar as compras (segunda coisa mais chata do mundo), ter que ser síndico do seu prédio, aguentar vizinho mala, ir na festa da empresa da sua mulher na sexta a noite e, acordar sábado num sol de rachar, pra jogar a pelada! Aí que eu quero ver aquele pirralhinho, que só se preocupa em passar de ano, comer passatempo e jogar vídeo-game, tirar onda de peladeiro que corre pra caramba!

Isso me lembrou uma vez, quando pedalava para a Serra Velha, no Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, no ano de 1999. Com meu primo Dagô, comentávamos que nunca seríamos sedentários, que sempre iríamos pedalar, ter uma vida saudável e se cuidar. Não que a gente, ou eu, não queria realmente isso. Mas a vida toma rumos bem diferentes do que pensamos ou tentamos planejar. Por isso eu não planejo muito. O bom é que dá tempo de tentar um monte de coisas. Senão, não daria nem pra escrever no blog!

PES - Futebol Virtual

Sexta, 7 de Agosto de 2009

Há tempos que minhas madrugadas estão sempre recheadas com o Play Station e, praticamente, sempre só com o jogo Pro Evolution Soccer - PES 2009. Depois que meu tornozelo foi estragado de vez e nunca mais pude jogar futebol de verdade, este simulador virou mais que um simples jogo.

Já joguei outras versões para PC que são praticamente a versão do X-box e do PS3 mas a versão que mais jogo é a do PS2. O que eu mais gosto neste jogo é a sua jogabilidade. Mundialmente confirmada, é a melhor de todos os jogos de Futebol. O melhor de tudo é poder jogar com 4 jogadores, dois em cada time. As disputas ficam mais reais e divertidas, uma vez que o computador não comanda muitos jogadores. Tem um modo de jogo que é o meu preferido, pelo menos pra jogar sozinho. É o Master League. Com o tempo você fica muito viciado e pega todas as manhas de como vencer e se dar bem neste modo. Mas isso não tira o mérito do jogo nem a graça e ainda é muito divertido.

Você, além de jogar as partidas normais nos campeonatos em que se inscreve, vai recebendo dinheiro pelos jogos e vitórias e pode comprar novos jogadores, fazer trocas, vender, emprestar etc, um verdadeiro mundo internacional do futebol. Todos os jogadores famosos estão lá e, de repente, você vê seu time com Cristiano Ronaldo, Messi, Teves, Rooney, Van Der Sar, Robinho e muitos outros medalhões do mundo futebolístico, desfilnando para a torcida, indo parar na reserva, fazendo gols e golaços, caindo de rendimento etc. Além disso é possível editar os times, colocar o nome do seu time do coração, criar um novo, editar os uniformes, esolher os estádios famsos e ainda o coro da torcida.

Eu já tive vários times do Santos, com vários craques mundiais. Hoje em dia tenho um time que se chama Red Devils. Com as cores vermelho, preto e branco. Não gosto do Flamengo não, mas estas cores são muito boas pra fazer bons uniformes.

No Master League, você começa de baixo, com um time mais ou menos e na segunda divisão, com jogadores do mundo todo, de nível razoável. Pra quem nunca jogou, demora um pouco pra sair de lá. Já pra quem está acostumado, logo de cara, no primeiro ano de campeonato, é possível pular para a primeira divisão e adquirir novos e bons jogadores. Rolam até umas listas na web com o melhor custo/benefício para começar a negociar no mercado virtual do PES.

Há as seleções clássicas, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Itália, Brasil, Argentina, as seleções que já foram campeãs do mundo e que tem grande história nos confrontos. Conforme se ganha mais dinheiro, pode-se liberar os jogadores clássicos, que são muito bons. Neste caso é bom pensar bem se vai ou não fazer isso pois aí, o jogo se torna bem desequilibrado. Maradona e Pelé, por exemplo, num time podem desequilibrar tudo e o jogo ficar meio sem graça. Outra coisa legal é pesquisar jogadores desconhecidos mas que tem ótimos números e desempenho e ver aquele desconhecido se tornar uma estrela do time, adorado pela torcida.

De vez em quando vem uns amigos, irmão, cunhado e fazemos uns campeonatos e confrontos diretos. Com o cunhado já rolou até briga. De brincadeira, é claro, mas as partidas são muito equilibradas e disputadas.

Eu jogo Winning Eleven ou PES (versão européia) desde 1998, no PS1. De lá pra cá as coisas melhoraram muito. É até covardia comparar. Por falar nisso, há uns vídeos no YouTube que mostram a evolução deste jogo.

Vou postar dois gols que fiz nas partidas de noites passdas. Um é do Pato, que é o atacante central do meu time, jogo no esquema suicida, 3-4-3. O outro é de M. Suárez, um jogador da américa do sul, rápido e com um potente chute! Neste gol, antes do chute, rola um lindo drible.

Sempre fui um viciado em vídeo-games, logo logo postarei sobre outros jogos que gosto.

O Mundo das Cervejas

Quarta, 3 de Junho de 2009

Quem me conhece sabe, sou um cara de várias fases. Ultimamente estou com fixação por cervejas. Fui, felizmente, apresentado para o mundo vasto das cervejas, um mundo muito além das nossas famosas e ruins, pilsens nacionais. Quem me atentou pra isso e, acabou desencadeando uma mania, foi meu amigo e cunhado Felipe. Depois disso começaram as visitas aos restaurantes especializados em tipos de cervejas, como o Café Vienna aqui em BH, onde o dono de lá me chama de sócio, Frei Tuck, as visitas ao posto Rodela, que foi descoberto pelo nosso amigo cervejeiro Tande. O posto tem todos os tipos de cerveja, inclusive com os copos apropriados para apreciação e por aí vai.

Na última quinta, fizemos uma degustação de cervejas de trigo, alemãs. Foi um teste cego. Muito divertido. Todos anotando o que sentiam, desde o aroma, sensações, corpo, álcool etc. Criamos um blog com o nome de Habeas Corpvs. Postamos algumas avaliações nossas lá. Fiz um cadastro no site Brejas. Um site muito bom. Além de ter a cúpula dos confrades que avaliam as cervas, os usuários também podem avaliar cada tipo de cerveja degustada. Além disso, uma mega relação de harmonizações desenvolvida por nutricionistas, dão as melhores combinações pra você experimentar uma bela cerveja que mais combina com um prato ou sobremesa.

Tudo muito divertido e prazeiroso. Menos o dinheiro. Essas cervas são caras aqui no Brasil e a barriga cresce a cada degustação, é incrível. Realmente, não dá pra fazer uma coisa sem ter a outra, aquele lance de uma ação resulta numa reação. Mas é uma boa, quem quiser começar a experimentar o mundo das Ales, IPA, Lager, Draft, Stout, Tripel enfim, uma infinidade vasta de rótulos e estilos, cada um com um sabor e com diferentes aspectos.

Abaixo, algumas fotos. Felipe, Tande, eu e Sérgio, no posto e lá em casa.

ste com a vintage - ste
teste cego - teste9
felipe - felipe
stemamo - ste2
rodela1 - Tande e Felipe no posto

Imagens Híbridas

Segunda, 1 de Junho de 2009

Há pouco mais de um mês, me convidaram pra fazer o curso de imagens híbridas do Grupo Luz, pessoal de sampa, feras em tratamento e montagem de imagens - imagens híbridas. Isto está totalmente na moda hoje em dia, tanto na publicidade quanto na moda e design gráfico em geral. Praticamente não há uma imagem sequer que esteja num anúncio de revista, que não seja uma montagem. Muitas vezes o que denuncia isso são as montagens mal feitas, mostrando erros de perspectiva e proporção e, principalmente, de luz e sombra.

No curso, várias dicas sobre como recortar, tratar e até mesmo finalizar imagens. Ganho de pontos para impressão, tratamento por meio de filtros para ressaltar cores e camadas e, reproduzir tipos de arte característicos de épocas e equipamentos. Tipos de iluminação para foptografar, dependendo da intenção final e dicas sobre equipamentos e programas, um ótimo curso e muito bem ministrado pelo pessoal do Grupo Luz.

No final do curso, fotografamos uma modelo no estilo guerreira, para montar uma “imagem híbrida”. Todo o restante da imagem nos foi passado aos pedaços, para testar se tínhamos mesmo captado todas as dicas de montagem, perspectiva, foco, iluminação e, claro, a manipulação do photoshop pra fazer a imagem.

Hoje fiquei sabendo que minha imagen foi a vencedora. Ganhei um curso do Grupo Luz e uma assinatura da revista Photoshop Desktop por um ano.

Lá no curso ainda, quando fomos fotografar, vimos que a modelo era muito novinha, não tinha cara de guerreira. Logo estávamos eu e Rogério, da Toca Filmes, convencendo nosso grupo disso. Todos concordaram e resolvemos tirar uma foto dela com um ar mais taciturno. Como se fosse, ao invés de uma guerreira destemida, uma aldeã, assustada e desolada. Deu certo. Por se tratar de uma imagem medieval, combinou muito bem com o ar que queríamos dar à foto. Neste caso não achei que caberia à ela segurar em punho a espada, por isso, deixei-a lá no fundo, numa referência clara a Excalibur. A águia, pra mim, era só um elemento complicador do cenário, mas acabou que coloquei duas, dando um ar mais natural à cena. Por fim, usei de forma mais correta, o que já usava direto sem saber exatamente o que era. Lomografia. Este termo veio do nome da marca de câmeras russas Lomo. Depois conto mais sobre as Lomo. Interessante hoje, é que todos usam este recurso, de tirar um pouco da saturação da imagem e ao mesmo tempo, ressaltar algumas cores e contornos, dando mais profundidade à imagem. Pra deixar ainda mais dramática a cena, deixei-a bem escura e num tom cinza, puxando pro verde. O final está aí pra todos conferirem. Eu gostei bastante do resultado final. Realmente, é uma uma imagem híbrida mas se olhar bem, parece mesmo uma imagem natural.

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